Aqui você encontrará uma pequena mostra de alguns trabalhos de alunos, onde atuei como arte educadora.
Segundo o PCN de Artes "O ser humano que não conhece arte tem uma experiência de aprendizagem limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e luzes que buscam o sentido da vida".( p.19, 1997). E é crendo nisso que investe-se nessas crianças. A Arte leva o indivíduo a outro patamar, ela liberta -o do senso comum e o transpõe ao mundo de possibilidades. O professor de arte deve ser criativo, estimulante, mediador; seu aluno necessita buscar estratégias, ver além do senso comum, ser inovador. Não formar copistas e sim críticos criativos deve ser o lema do educador.
Joana D'Arc de Camargo Ferré ou simplesmente JoFerré
foto superior Jô e Akiles, última foto juntos, ele já estava gravemente doente, junho de 2014
foto abaixo, no ateliê JoFerré em agosto de 2012.(passamos muitas madrugadas juntos enquanto eu trabalhava).
Seu nome: Akiles com "K",
muitos perguntam, porque Akiles com K o certo é com "qu".E eu respondo, porque ele é único.
Saudade
Hoje eu acordei com saudade.
Saudade de ouvir aquele passo leve que só se percebia quando
se deslocava o taco solto do piso.
Sinto saudade de acordar com tapinhas no rosto que mais
parecia carinho que um pedido de alimento, que saudade eu sinto do seu amor, do
seu olhar, do seu companheirismo ...
Nos piores momentos você esteve comigo, nunca me deixou
falando sozinha, sempre fazia um gracejo para não me ver triste.
Durante o dia se enrolava para dormir no jardim ou na cama... mas para dormir ao meu lado, era como se
fosse da minha espécie , sempre esticado
junto ao meu corpo com a cabeça sobre o meu braço, como um bebê , não me
recordo de você adormecer antes de mim, só me recordo do ronronar que mais
parecia uma cantiga de ninar para os meus ouvidos...
Quantas vezes deixei minha cama desarrumada para não
incomodar seu sono...
Cuidei tão bem de você, não deixava te faltar nada, por isso
não me conformo por tê-lo perdido tão cedo, foram oito anos de cumplicidade ,
ao mesmo tempo que procuro uma resposta eu tento compreender que talvez sua
missão já tenha sido cumprida.
Já faz um mês da sua partida e a dor ainda não amenizou, já
mudei a posição dos móveis do ateliê
para ver se me desligo um pouco e consigo produzir algo, mas não consigo, você me dava inspiração, te
vejo em cada canto que olho, já escondi seu
brinquedo predileto mas mesmo assim está difícil esquecer.
Preciso encontrar uma saída...
Como será o lado de lá??? será que existe??? será que um dia
nós veremos novamente ???...