sexta-feira, 2 de maio de 2014

Campo de papoulas.
Utopia
O cansaço toma conta do meu ser,
 a muito venho alimentando esse sentimento  utópico.
É chegada a hora de entender o que é fantasia e o que é realidade.
E como magia você surgiu, um forte abraço selou nosso reencontro,
meu coração quase explodiu com as palpitações desmedidas.
Delicadamente te olhei , te desejei  novamente,meus medos se foram 
e eu pude me entregar e viver o desejo mais esperado que um ser pôde viver.
Meu coração voltou a acelerar  como antes,
A falta de paz voltou a existir nos meus dias,
a insônia passou a ser normal e diária,
entorpecida por esse ópio  vivi sonhos delirantes,
me entreguei  como se fosse morrer no dia seguinte.
Arrisquei  tudo como um jogador viciado,
 a sorte parecia estar ao meu lado...
Em pouco tempo o jogo virou,
pude entender que perdi tudo, inclusive a paz.
Tudo não passou de blefe,foi tudo fantasia,
Pude entender que a mesma papoula  delicada e frágil pode nos oferecer,
  a morfina que  entorpece  a dor  ou o ópio,
  que com seu torpor deixa inerte a própria razão.
Inebriada de tanto prazer esqueço, que a hora que o efeito passar,
só restarão: lágrimas e arrependimentos.
Você se tornou meu ópio, meu sonho utópico.
Hoje me encontro em estado de abstinência,
 espero em breve, te olhar sem desejar as fantasias que um dia vivemos.
Afinal, você é incapaz de sonhar os mesmos sonhos que eu...
Joana D'Arc  de C. Ferré

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